Grávida

Engravidei.

Não vou dizer que não queria. Queria. Inconscientemente já pensava, desejava, me afligia pela minha idade, pelos ciclos que passei e que ainda não aflorava este lado materno, feminino, familiar, que tantas amigas e familiares já passaram.

Passei por um período de transformação. Adoeci, por medo de enfrentar certos desafios com pessoas que, em certo processo, acabei cedendo mais do que deveria, compactuando com escolhas e pensamentos que no fundo da minha alma, não concordo. Então, meditei, refleti, analisei. E me curei. Ou pelo menos, busquei a cura. Sai em busca de força, de renovação. Cortei o cabelo, me libertando do medo. Do medo do novo, medo da ousadia, do diferente. Algo que sempre quis, achava lindo em outras pessoas, mas que nunca realizava em mim. Então tomei coragem e cortei.

E neste corte, abri espaço para os desafios, para me tornar algo que tinha medo de ser. Passei a expressar opiniões que guardava dentro, passei a enfrentar situações e pessoas que de certo modo eu evitava, e na fuga, sofria.

E me deparei com minha força interna. Meu ser feminino, minha fertilidade, minha libido. Castrada por vinte anos através de anticoncepcional hormonal, comecei a ler sobre ciclos de lua branca e lua vermelha, sobre nossa imaginação, nossa subjetivação. E decidi que queria parar com aquele controle, aquela castração hormonal, me reconectar com a natureza, com o sagrado feminino, a força da Deusa. Pedi perdão ao meu útero por não permitir seu ciclo completo, pelo limite imposto, pelo meu despreparo, minha fuga, ignorância. Eu não estava preparada para me auto regular, eu abdiquei desse contato com a bruxaria, com as camadas profundas da minha existência (que conheci na adolescência) e também do poder que a força de nosso útero e nossos ovários nos dão.

Aliás, vejo nisso um forte reflexo das incapacidades das mulheres da sociedade. Ainda somos castradas hormonalmente, sexualmente, subjulgadas a homens que nunca tiveram que controlar seus impulsos, seus desejos, seus hormônios. Precisamos retomar nossa existência completa, nosso verdadeiro ser. Seguir nossos desejos, dar valor e vazão aos nossos impulsos. Para ser em sua totalidade, e não em parte, para expressar o todo que temos e não apenas a parte possível. Controle de fertilidade não pode ser associado ao controle hormonal, pois nosso corpo é todo controlado por hormônios e neurônios, e a ausência de qualquer um deles é fundamental para a integridade psíquica, física, e emocional.

Foi maravilhoso. Realizei meu trabalho com garra, nunca fui tão expressiva como atriz, nunca concentrei tanta energia para meus projetos. Estreei uma peça nova, e vivi com intensidade um prazer, uma realização profissional-pessoal-emocional forte. Porque ser artista é revelar por dentro, é ter sentimentos e energia, é expressão, e isto veio à tona sem pensamentos, sem freios. Foi uma primavera em mim. E nesta busca, assim, na emersão de tanta coisa que estava submersa, no afloramento de tudo que era fechado, escondido, rejeitado, eis que uma semana depois engravidei.

Choque, surpresa. Sempre. Não esperava, não buscava. Crise existencial, valores invertidos, questões profundas a serem encaradas para este desafio. Mas também realização, conexão, poder. Estar grávida é estar gerando algo maior do que nós mesmas. Viver uma vida de divindade, onde as pessoas respeitam, ovacionam, cortejam. À sua imagem e semelhança, um milagre que se opera, algo que nos move, nos transforma, e se apropria do que somos, passamos a ser uma bola, um ninho, qualquer coisa menos nós mesmas.

É bom? É. Mas é ruim também. Eu não sei em que momento da vida na Terra isso se tornou mais evoluído do que botar um ovo. Porque seria tão mais fácil, botava o ovo, fazia um ninho bonito, comprava uns cueiros, um aquecedor elétrico, revezava com o parceiro a vigia, e a vida seguiria.

Mas não, somos mamíferas, somos seres fusionados. Um ser dentro de outro ser. Boneca russa. Um ser que sente, reflete, cresce, reage ao que somos, fazemos, sentimos. É doído, é cansativo. Mas é a maior transformação que um ser humano pode ter.

E para quem tem medo de não ter apoio, de não ter dinheiro, de não conseguir, eu no auge das minhas dores, não posso reclamar, tenho muito apoio, demorei muito tempo para me permitir considerar, e realizar, não acho que deva ser feito no impulso nem na imaturidade, mas acho que todo ser humano deveria passar por isso. Para se conhecer, não somente a si mesmo, mas a humanidade.

No momento em que descobri que estava gravida, eu andava pelas ruas e olhava ao redor. E as pessoas que eu via me parecia tão mais humanas. Pensar em pessoas odiosas, pessoas que não gosto, se tornou algo mais ameno, penso que essas pessoas têm mãe, tem pai, em algum momento foram amadas (ou não, e eis aqui a questão). Aquela caixa mal humorada do supermercado, talvez ela mesma seja mãe, e está cansada e ainda vai chegar em casa dar conta de seus filhos. E as pessoas no metro, empurrando umas às outras, cansadas e abatidas, todas foram bebês, e foram criadas por seus pais/mães, ou quem assumiu esse papel.

Então me acalmei. Se todos passaram por isso, eu também vou passar. E vai ser cansativo, talvez difícil, mas é o preço de ser humano, e de ser mulher liberta. Mulher completa com hormônios, com prazer, com impulso. Tudo.

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Fechando ciclos

flor

O blog está esquecido há quase um ano. Mas ele vive dentro de mim, nos meus pensamentos, desejos, planos que faço e não realizo. E aqui está, resistência, resiliência. Tentando, sem deixar de tentar.

Um dos motivos de minha ausência é que andei ocupada. Passei um ano terminando uma graduação, um passo atrás que tive que dar para crescer um pouco mais logo a frente. E frequentei uma escola privilegiada, que, apesar de ser uma escola de artes cênicas, é um espaço reservado para certos estrelismos, talentos inconscientes, incubadora de famosos, e ali me vi mergulhada em ansiedades, desejos e sensações já visitadas, de ansiedades, medos, rejeições…

O encontro com a vida cotidiana, a sociedade e suas mazelas, as dificuldades, os antagonismos… me questionei, me questiono muito em como enfrentar os estereótipos, os padrões sociais de comportamento e admiração, o machismo diário de cada dia…. como não promover a violência, mas ao mesmo tempo ser violado nas singularidades, na aceitação, no pertencimento.

Tive experiências bem desagradáveis, de encontro com egos, com pessoas cujo pensamento se opõe ao meu. E sofro, secretamente, eu choro, pela dor do mundo, pelo sofrimento da humanidade. Sei que cada pessoa tem seu valor, e que não existe “verdade absoluta” nenhuma, nem mesmo o meu ponto de vista é o lado certo da situação. Não há certo ou errado, há conflito, há pessoas buscando seu melhor, impondo suas verdades ou buscando se aproximar ao máximo delas. Mas estar em um espaço que não trabalha as desconstruções, o aceitamento, a inclusão, como solucionar os mal entendidos, os desafetos, os desentendimentos?

Ali muitos querem aparecer, querem seu momento de fama, têm suas expectativas e opiniões sobre o que deve ser feito para que tais situações aconteçam. Pequenas regras sociais, aquele mapa superficial que se encontra em qualquer revista de cinco coisas que não podem faltar, limites tão limitadores dos seres, da expressão, do estar. Além da diferença de idade (sou 10 ou 15 anos mais velha do que a média), diferença de cultura, de ideais. Eles, tão novos, tão imaturos, e tão egóicos. Espaço sem companheirismo, sem afeto artístico.

Houve determinado momento em que, em busca de aproximação, permiti que limites meus fossem ultrapassados. Processos doloridos, escolhas mal feitas, permissões desatentas, que abrem espaço para aquilo que você não busca, não valoriza, e principalmente não compactua. E na surpresa, no choque, me calo, e meu silencio compactua exatamente com o que não quero, não acredito, não valorizo. Machismos, estrelismos, egocentrismos. Neste momento adoeci, no meu processo de recolher meus sentimentos, de não expor minhas opiniões, de não enfrentar aquilo que eu desprezo, recolho para dentro ao invés de gritar aos quatro cantos, de expor e brigar, bater no peito, eu erradamente introjeto, saio ressentida, magoada. Uma pessoa que eu imaginava amiga, que convidei para minha casa, para meu grupo mais precioso de parcerias, esta pessoa dava sua última esnobada, me tratava como inimiga, ofuscadora de sua luz. Na minha  doença, aprendi comigo mesma a não permitir que isso aconteça, não me omitir a tal ponto de me machucar. E não criar expectativas tão altas sobre as pessoas. Eu já sabia disso, dos tempos do colégio, colega de turma não é amizade, conviver um ano no mesmo espaço não significa nada. Mas as vezes a gente cai no erro, imagina que pode, que dá, e o golpe é forte, dolorido.

Ainda bem que não há dor que não se cure, não há doença sem cura. Os campos energéticos se abrem para expor sua alma, e aquilo que se materializa através de uma amigdalite, de uma inflamação, uma alergia, são pontos energéticos buscando sua desobstrução. Meditei, refleti, expurguei o mal que havia em mim, e aceitei (essa a parte mais difícil e mais importante) que eles são assim.

Não existe afeto entre eles? Existe, como em qualquer lugar, as pessoas se aproximam por afinidade, por momento em que se apoiaram e se agradam. Mas não aquele afeto pela arte, aquele afeto promovido pelo processo, por viver junto, atravessar junto determinadas experiências. Na verdade os processos são bem abandonados, como todo teatro tradicional, focado em texto, encenação, em uma visão bem limitadora da arte e do teatro.

E como tudo na vida, depois da tempestade, vem a bonança…. Quando eu já estava rancorosa, dentro das minhas dificuldades, daquilo que eu buscava compreender, aprender, melhorar, encontrei amizades, aceitação, afeto. Quando eu já me perdia em minha arrogância, me alheiando a tudo que acontecia, me escondendo pelos cantos para viver minha outra realidade através de celular e internet, algumas boas almas me viam enquanto ser humano, gravido, medroso, acuado.

E eis que então aprendo mais do que espero. Mesmo em campos inférteis, em lugares onde imaginamos inocuidade, frieza, ainda há amor, ainda há amizade, ainda há humanos. Ainda bem. Lutemos.

Gratidão.

 

A Alma é imoral

O livro A alma imoral foi escrito pelo rabino Nilton Bonder e traz uma grande elocubração filosófica sobre aspectos da nossa alma. Partindo da Evolução Darwinista, passando pela psicologia evolucionista, referências bíblicas e parábolas, o autor nos convida a compreender melhor nossa própria natureza.

O próprio título já é maravilhoso: a alma imoral. A alma não tem moral, não segue regras, não se adapta a padrões. A alma é livre, e tem a natureza transgressora. Além de ser um lindo conceito se torna mais lindo ainda sendo concebido por um teólogo que não se fecha nos dogmas de sua religião para explorar sua elocubração sobre traição.

A traição, para a alma é o apego. A alma é livre e mutável, deseja o movimento, e estacionar em alguma coisa que crie uma condição para a própria existência é trair a alma. Isto é tão verdade quando deixamos de seguir nossos desejos, nossos impulsos, nossas paixões para cumprir acordos e regras que nos fazem monótonos e infelizes!

Por outro lado, a traição, no senso comum, que rompe acordos com parceiros, que propõe ações diferentes do previamente combinado, também não é satisfatória, nos traz culpa, medos, e causa sofrimento aos que amamos.

Assim, tanto o excesso de apego quanto o rompimento brusco são duas formas de traição – trair a alma, e trair o corpo. E nosso desafio é passar pela existência de maneira a discernir quando é que estacionar é uma traição, e quando uma traição é fidelidade à própria alma.

Já que a nossa alma possui mesmo a natureza da transgressão, sair dos padrões e realizar feitos diferentes são impulsos genuínos que expressam melhor nossa espiritualidade.

O livro foi adaptado para os palcos com a atriz Clarisse Niskier, e recebeu diversos prêmios. Recomendo!

 

 

Persistir

Andei sumida. Mudanças, muitas! Mudança de casa, de estilo de vida, enfim, passei por várias mudanças e acabei deixando esse espaço meio de lado.

Enquanto mudava tive muitas dificuldades, desafios para superar, e demorei para perceber que estava abandonando um projeto que eu gosto muito, que é o A&B. E ao mesmo tempo que a preguiça, os compromissos, o cansaço, os problemas me tomavam energia e tempo, eu me condenava, me criticava por mais uma vez estar deixando de lado algo que faz sentido para mim. E fiz por alguns momentos essa retrospectiva dos momentos em que fiz isso, quando abandonei coisas que realmente gostava e me importava por alguma circunstancia momentânea.

E para honrar o meu comprometimento comigo mesma, com minha própria felicidade, decidi retomar aqui. E espero que tenham paciência pois retomar um ritmo perdido é meio difícil, preciso passar por uma adaptação haha mas com certeza estarei trazendo novidades e questionamentos frequentes aqui.

Aí esse vídeo, de retomada para mostrar que não devemos desistir do que nos faz bem. Espero que faça sentido para alguém (já faz para mim).

 

Consumo consciente

Comprando ou boicotando as marcas, a gente pode ajudar o mundo a melhorar!

Vamos investigar quais marcas tercerizam os trabalhos, ou usam trabalho escravo, ou impactam o meio ambiente e tentar boicotar??

Sempre tem marcas alternativas que podem oferecer o mesmo serviço/produto com um pouco mais de comprometimento ético-social-ambiental.

Se souber de algum link/noticia que denuncie essas empresas, deixe no comentário abaixo!

Amar é diferente de possuir

de-a-quem-voce-ama

Como a gente vive na sociedade de consumo, acabamos internalizando a idéia de que é preciso consumir uma coisa para ser feliz ou para se relacionar com ela. Isso pode ser verdade em alguns casos, mas não em todos. A gente se acostuma a viver por tabela, acompanhar a vida de outra pessoa ao invés de promover isso na nossa própria vida, ou a comprar coisas ao invés de viver e valorizar viver as coisas. Assim, viramos fã de determinadas pessoas, e ao invés de se inspirar nela, seguimos cada passo, queremos saber o que fazem, como se comportam, que produtos usam. Em outros momentos, acreditamos que guardando como propriedade estamos vivendo plenamente nosso amor. Assim, acabamos comprando animais e aprisionando em gaiolas ou espaços domésticos, e ainda queremos que os pobres animaizinhos sejam felizes ao nosso lado.

Só que essa visão não trás felicidade plena, porque a pessoa, apesar de toda sua boa intenção e de todo seu amor ainda não consegue exprimir o amor de uma maneira plena, e não consegue respeitar a individualidade do ser amado (seja um animal ou um ídolo), querendo colocá-lo dentro de uma caixinha. E o ser amado, dificilmente vai respeitar e amar de volta na mesma intensidade – na verdade ele vai estar muito mais preocupado com os limites colocados na sua individualidade do que em retribuir esse amor.

Porque esse amor está sendo expresso de uma maneira confusa – existe o afeto mas existe também o apego, o desejo de tornar o outro seu, apenas seu, e de consumi-lo como uma propriedade sua, um objeto que você faz uso como quer, quando quer, onde quiser.

E tudo que é vivo – pessoas, animais, plantas – tem vida própria. Ou seja, tem desejos, impulsos, interesses, que por mais que o apaixonado queira oferecer, raramente vai dar conta de tudo. Ser um individuo significa viver plenamente as escolhas e possibilidades da sua vida. E como um passarinho vai viver plenamente suas possibilidades se você precisa cortar as asas para que ele não voe longe?

A melhor maneira de amar é cuidar, regar, oferecer seu afeto de maneira desinteressada, sem apego. Dar simplesmente porque gosta, aproveitar os momentos próximos, mas não entrar em desespero nos momentos que o ser amado precisa se afastar.

Ao invés de colocar gaiolas, que tal colocar frutinhas na janela, que os passarinhos vem visitar a gente ? Se você tem um ídolo, que tal focar nas qualidades que ele desperta em você, ou divulgar o trabalho, o pensamento que essa pessoa oferece para o mundo ao invés de focar na vida privada dela? Amar é respeitar, é crescer e deixar o outro crescer também. Mais parceria e menos escravidão. Dessa forma a gente pode ser retribuído, e se sentir igualmente importante para o outro, e não ficar na zona da rejeição quando o amado estiver em outros espaços.

 

 

 

Entrar em crise

Hoje em dia é muito comum estar em crise! O problema é que a crise acontece geralmente quando estamos cheios de coisas para fazer, prazos para cumprir e a gente acaba passando por cima e não dando a devida atenção à esse sentimento. Resultado? Problemas para dormir, ansiedade, depressão.

Para sair da crise, só dando a devida atenção a ela – o que está acontecendo? Por que estamos nos sentindo mal? Tem alguma coisa na sua vida que está difícil, que te deixa mal? Que tal tentar resolver o problema em vez de tapar o sol com a peneira?

 

Criar um plano

Você já parou para perceber quanto tempo da sua vida você perde com momentos de distração, assistindo tevê, ou nas redes socias da internet? E já parou para pensar quantas coisas interessantes você poderia fazer se valorizasse um pouco mais o seu tempo?

Certamente você tem sonhos, que normalmente vão ficando de lado no dia a dia. Mas é possível realizar os sonhos se você começar a se organizar no cotidiano e separar algumas horinhas para cumprir um plano. Um plano pode ser qualquer coisa que você queira muito, mas que fica geralmente só na idéia. Mudar a rotina requer um pouquinho de disciplina no começo, mas depois que engata a segunda marcha, ela vai sozinha.

O importante é criar um plano novo de vida, e seguir o novo plano. Se o novo plano é ser feliz, realizar um sonho, quem vai querer desviar?

Quando a vida se torna um processo

Tenho acompanhado muitos exemplos de pessoas interessantíssimas que compartilham a vida em processo, escolhas de vida, mudanças de rumo, crises, viradas, que me inspiram enormemente para o meu processo.

Conhecer pessoas que viveram coisas boas, que também passaram por crise e conseguiram dar a volta, histórias de superação, de conhecimento, de aprendizagem, me fortalecem muito porque me mostra que eu não estou sozinha – tem muita gente aí no mundo fazendo isso também, sentindo e vivendo coisas parecidas. E aí me dou conta que eu não tô louca, sabe, que é normal sentir isso, e que também é possível dar a volta, conquistar espaço, mudar, trabalhar, e viver uma outra vida.

Vou deixar aqui algumas referências:

Um livro que me inspirou muito é Comer, rezar e amar, que acabou adaptado para a tela com Julia Roberts. O livro conta muito a crise da escritora Elisabeth Gilbert, e é meio autobiográfico, dela vivendo a crise, e pensando, se reorganizando para sair dela. Vale a pena conferir o livro. Inclusive, ainda sobre essa autora, tem uma palestra TED onde ela fala de criatividade que é ótima. Depois vou escrever um post sobre criatividade e postar o link aqui.

Outra referência maravilhosa, uma pessoa que eu considero iluminada de tão sábia, que acompanho aqui no meio virtual e já vi pessoalmente em palestras é a Ana Thomaz. Uma mãe educadora que mudou sua maneira de pensar/viver/experimentar a vida depois que teve os filhos, e que hoje considero revolucionária, pois está implementando um processo educativo diferente. Se tiver curioso veja esse video aqui dela. E se continuar interessado, veja este vídeo em que ela explica o que é Desescolarização. E entre no blog dela aqui.

Outro grande inspirador da mudança e da apropriação do próprio processo é o Seiti Arata, que generosamente mantém vídeos de empreendedorismo, leituras interessantes e reflexões sobre a vida moderna.

Por último, mas igualmente inspirador, é o canal continue curioso, no youtube que entrevista pessoas que mudaram suas vidas e acompanha processos pessoais de algumas pessoas. Muito lindo mesmo, de chorar.

São esses exemplos que me inspiram, pois mostram que a vida é um processo, e como diz Ana Tomaz, ta na hora de profissionalizar a vida –a gente tem vivido de maneira muito infantil, muito amadora. Vamos nos conscientizar das nossas escolhas, arcar com as consequências concretas, investir no que interessa, e desinvestir o que não interessa. Seguir o coração, mas consciente de cada passo. ❤