A Alma é imoral

O livro A alma imoral foi escrito pelo rabino Nilton Bonder e traz uma grande elocubração filosófica sobre aspectos da nossa alma. Partindo da Evolução Darwinista, passando pela psicologia evolucionista, referências bíblicas e parábolas, o autor nos convida a compreender melhor nossa própria natureza.

O próprio título já é maravilhoso: a alma imoral. A alma não tem moral, não segue regras, não se adapta a padrões. A alma é livre, e tem a natureza transgressora. Além de ser um lindo conceito se torna mais lindo ainda sendo concebido por um teólogo que não se fecha nos dogmas de sua religião para explorar sua elocubração sobre traição.

A traição, para a alma é o apego. A alma é livre e mutável, deseja o movimento, e estacionar em alguma coisa que crie uma condição para a própria existência é trair a alma. Isto é tão verdade quando deixamos de seguir nossos desejos, nossos impulsos, nossas paixões para cumprir acordos e regras que nos fazem monótonos e infelizes!

Por outro lado, a traição, no senso comum, que rompe acordos com parceiros, que propõe ações diferentes do previamente combinado, também não é satisfatória, nos traz culpa, medos, e causa sofrimento aos que amamos.

Assim, tanto o excesso de apego quanto o rompimento brusco são duas formas de traição – trair a alma, e trair o corpo. E nosso desafio é passar pela existência de maneira a discernir quando é que estacionar é uma traição, e quando uma traição é fidelidade à própria alma.

Já que a nossa alma possui mesmo a natureza da transgressão, sair dos padrões e realizar feitos diferentes são impulsos genuínos que expressam melhor nossa espiritualidade.

O livro foi adaptado para os palcos com a atriz Clarisse Niskier, e recebeu diversos prêmios. Recomendo!

 

 

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Persistir

Andei sumida. Mudanças, muitas! Mudança de casa, de estilo de vida, enfim, passei por várias mudanças e acabei deixando esse espaço meio de lado.

Enquanto mudava tive muitas dificuldades, desafios para superar, e demorei para perceber que estava abandonando um projeto que eu gosto muito, que é o A&B. E ao mesmo tempo que a preguiça, os compromissos, o cansaço, os problemas me tomavam energia e tempo, eu me condenava, me criticava por mais uma vez estar deixando de lado algo que faz sentido para mim. E fiz por alguns momentos essa retrospectiva dos momentos em que fiz isso, quando abandonei coisas que realmente gostava e me importava por alguma circunstancia momentânea.

E para honrar o meu comprometimento comigo mesma, com minha própria felicidade, decidi retomar aqui. E espero que tenham paciência pois retomar um ritmo perdido é meio difícil, preciso passar por uma adaptação haha mas com certeza estarei trazendo novidades e questionamentos frequentes aqui.

Aí esse vídeo, de retomada para mostrar que não devemos desistir do que nos faz bem. Espero que faça sentido para alguém (já faz para mim).