Consumo consciente

Comprando ou boicotando as marcas, a gente pode ajudar o mundo a melhorar!

Vamos investigar quais marcas tercerizam os trabalhos, ou usam trabalho escravo, ou impactam o meio ambiente e tentar boicotar??

Sempre tem marcas alternativas que podem oferecer o mesmo serviço/produto com um pouco mais de comprometimento ético-social-ambiental.

Se souber de algum link/noticia que denuncie essas empresas, deixe no comentário abaixo!

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Amar é diferente de possuir

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Como a gente vive na sociedade de consumo, acabamos internalizando a idéia de que é preciso consumir uma coisa para ser feliz ou para se relacionar com ela. Isso pode ser verdade em alguns casos, mas não em todos. A gente se acostuma a viver por tabela, acompanhar a vida de outra pessoa ao invés de promover isso na nossa própria vida, ou a comprar coisas ao invés de viver e valorizar viver as coisas. Assim, viramos fã de determinadas pessoas, e ao invés de se inspirar nela, seguimos cada passo, queremos saber o que fazem, como se comportam, que produtos usam. Em outros momentos, acreditamos que guardando como propriedade estamos vivendo plenamente nosso amor. Assim, acabamos comprando animais e aprisionando em gaiolas ou espaços domésticos, e ainda queremos que os pobres animaizinhos sejam felizes ao nosso lado.

Só que essa visão não trás felicidade plena, porque a pessoa, apesar de toda sua boa intenção e de todo seu amor ainda não consegue exprimir o amor de uma maneira plena, e não consegue respeitar a individualidade do ser amado (seja um animal ou um ídolo), querendo colocá-lo dentro de uma caixinha. E o ser amado, dificilmente vai respeitar e amar de volta na mesma intensidade – na verdade ele vai estar muito mais preocupado com os limites colocados na sua individualidade do que em retribuir esse amor.

Porque esse amor está sendo expresso de uma maneira confusa – existe o afeto mas existe também o apego, o desejo de tornar o outro seu, apenas seu, e de consumi-lo como uma propriedade sua, um objeto que você faz uso como quer, quando quer, onde quiser.

E tudo que é vivo – pessoas, animais, plantas – tem vida própria. Ou seja, tem desejos, impulsos, interesses, que por mais que o apaixonado queira oferecer, raramente vai dar conta de tudo. Ser um individuo significa viver plenamente as escolhas e possibilidades da sua vida. E como um passarinho vai viver plenamente suas possibilidades se você precisa cortar as asas para que ele não voe longe?

A melhor maneira de amar é cuidar, regar, oferecer seu afeto de maneira desinteressada, sem apego. Dar simplesmente porque gosta, aproveitar os momentos próximos, mas não entrar em desespero nos momentos que o ser amado precisa se afastar.

Ao invés de colocar gaiolas, que tal colocar frutinhas na janela, que os passarinhos vem visitar a gente ? Se você tem um ídolo, que tal focar nas qualidades que ele desperta em você, ou divulgar o trabalho, o pensamento que essa pessoa oferece para o mundo ao invés de focar na vida privada dela? Amar é respeitar, é crescer e deixar o outro crescer também. Mais parceria e menos escravidão. Dessa forma a gente pode ser retribuído, e se sentir igualmente importante para o outro, e não ficar na zona da rejeição quando o amado estiver em outros espaços.